quarta-feira, 29 de abril de 2015

Oremos!


Bendito o tempo que passou, porque com ele levou, os maiores medos... 
(Adriana Cruz)

terça-feira, 25 de março de 2014

Passado


Fera que rosne que foge à procura da caça.
- Era sua cria para alimentar.

E os dentes
Doentes da última guerra.

Esconderam o segredo que
No peito rasgado, era sagrado.

Até que lhe partisse
Em dois.

E a alma fugisse
Dos seus próprios anseios.

(Adriana Cruz)

terça-feira, 11 de março de 2014

Confiança


"A vida era aquilo só, o primeiro pedalar na bicicleta, não importando o cair."
(Adriana Cruz)


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Obsessão


Amava...
E porque amava guardava a criatura
Numa caixa escura de solidão
Amava...
E porque amava prendia na altura
De sua visão
Amava...
E se era amor, ninguém sabia.

Texto: Adriana Cruz
Imagem: J W Waterhouse

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Velocidade

                         
                                   De tempos em tempos ela parava, tomava o fôlego e recomeçava!
                                                                         (Adriana Cruz)
         

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Esquecimento


Era um sapato velho esquecido pelo pescador. Enquanto o tempo deteriorava o resto que havia, seus cadarços... Outra pessoa andava de pés descalços. Mas os pedaços não se encontravam. O sapato continuava no sol a rachar, e os pés seguiam descalços nos mesmos passos desengonçados. E o pescador, colecionando os peixes do mar, como se fossem seus... 
Nunca lembrou do sapato.
(Adriana Cruz)


terça-feira, 16 de julho de 2013

Estrangulado Coração


Coração...
Pobre, porém feliz.
Corrompendo-se
Como uma lavoura
Deteriorada pelas pragas
A sua, era amar.
Amar substancialmente
Aquele tangível elemento.
Corpo mal desenhado.
Seria inócuo rastejar-se
Pelas ruas?
Pelos pesares de suas penas
De pequenas hastes?
“Devagar e sempre.”
“Dizem que nem todo mal é propagado.”
Poderá ainda em vida,
Esquecer a ferida que certa vez
Era-lhe amor?
(Adriana Cruz)

quarta-feira, 3 de julho de 2013

A Colheita



Leve, bem leve, o sorriso na face.
Levando consigo o melhor que plantou.
(Adriana Cruz)

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Deixe-me! A minha cara, quem pinta sou eu!


Deixe que digam, que falem! Não preciso ser igual ao que dizem que é bonito. Há revolução dentro do corpo que se joga no precipício por achar que vai voar? Talvez o único erro foi achar que eu não podia decidir por mim o que vestir. Ao menos pudesse eu maquiar meu rosto e pintar meus olhos de preto sem que alguém me viesse dizer que poderia pintar de marrom, que aquilo era muito ousado pra uma mocinha como eu que poetizava amor e flores no campo do mundo. Até quando vão achar que o esfarrapado não tem alma colorida? Até quando vão mandar na minha vida, na minha expressão nítida de um corpo quente e fugaz que se esconde de quaisquer que sejam as modas? Eu não preciso ser uma boneca modelada à força para que acreditem que dentro de mim há algo belo! Deixe-me! A minha cara, quem pinta sou eu!
(Adriana Cruz)